MARTHA PAGY ESCRITÓRIO DE ARTE
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  • Imersa, 2019
    aquarela sobre papel 300g
    30 x 20cm

  • Borda do fim
    aquarela sobre papel 300g
    30 x 20cm

  • Mesmo não sendo, é
    aquarela sobre papel 300g
    30 x 20cm

  • Sangue azul, 2019
    aquarela sobre papel 300g
    30 x 20cm

  • Flor da pele
    aquarela sobre papel canson
    42 x 29,7cm

  • Mágoa, 2019
    aquarela sobre papel 300g
    60 x 30cm

  • Dentro e fora, 2020
    aquarela sobre papel
    13 x 5cm

  • Ancestral, 2020
    tinta óleo sobre tela
    16 x 11cm

  • A facada, 2020
    tinta óleo sobre tela
    40 x 30cm

  • Canto das águas (quina e suas coisas), 2020
    tinta acrílica sobre tela
    60 x 40cm

  • Sala aonde estive, 2019
    tinta acrílica sobre tela
    46 x 35cm

  • Mãe de Milhões, 2021
    tinta óleo sobre tela
    100 x 80cm

  • Mimetismo, 2020
    tinta óleo e acrílica sobre tela
    110 x 172cm

  • Mulheres descompostas, 2020
    tinta óleo sobre tela
    60 x 50cm

  • Oca, 2020
    tinta óleo sobre tela
    60 x 50cm

  • Ponto cego, 2020
    tinta óleo sobre tela
    40 x 30cm

  • Banho Maria, 2020
    tinta óleo sobre tela
    60 x 50cm

  • Arquétipos transitórios, 2020
    nanquim e guache sobre papel 300g
    59,4 x 42cm

  • Seio, 2020
    linha sobre algodão
    16 x 16cm

  • Cochilo, 2020
    linha sobre algodão
    17 x 15cm

  • A órbita dos prazeres, 2020
    linha sobre algodão
    45 x 34cm

Maria Flexa (1996)
Vive e trabalha no Rio

Formada em arte/design pela PUC-RJ, a artista explora diversas técnicas em sua produção, dentre elas pintura sobre tela e papel, aquarela, desenho e bordado. Sua pesquisa atravessa reflexões quanto ao inconsciente, à identidade, e ao corpo encarnado da mulher na sociedade. É integrante da equipe de artistas residentes e gestores do espaço-ateliê Casa Voa, desde 2018. Participou por 2 anos do grupo Encontros e Reflexões de Iole de Freitas na EAV - Parque Lage e é educadora formada pelo curso Arte Ação de Helio Rodrigues.


Pela porta da frente, a entrada expande-se em janelas e corredores, quartos e mais quartos e mais quartos, algumas banheiras e buracos de fechadura, corre rente ao rodapé em busca de possíveis ralos e impossíveis espelhos, espalha-se pelas paredes e mancha o tapete, esconde objetos e revela inexistências que se erguem como mobília do mais hermético lar, chacoalhado, embrulhado, emaranhando-se em si para enfim respirar - do avesso.

Maria Flexa, artista visual carioca, expande o corpo de seu trabalho ao inverter-se em mancha e linha. Retira-se de si para enxergar o que mora dentro das paredes de pele, carne e água. Em meio a muitos meios, busca o centro dos núcleos atômicos para ouvir seu pulsar - o corpo é a morada de tudo que a cabe.

Latências desdobram-se e organizam-se plasticamente a fim de compreender o léxico de seus movimentos inconscientes e como este comportam-se quando acendemos a luz. Aqui dentro, há pegadas indistintas. Há matéria orgânica em decomposição. Logo ali, atrás da orelha, algumas pulgas. Alguns chumaços. Alguma coisa, sempre há alguma coisa. E, dentro dela, mais outra.

Joana Uchoa